Eu tenho uma característica peculiar: fechar todas as minhas aulas com uma historinha e se por acaso não conto os alunos acabam me cobrando.
Já aconteceu de acabar o tempo de aula, eu querer ir embora e ficarem esperando pelos casos (risos).
Bom, há dentre elas, uma em particular de que gosto muito. Trata-se de um casal que se acostumou a tomar o café na copa de casa e, certa vez, ao olharem pela vidraça das janelas deparam-se com a vizinha estendendo roupas no varal. A esposa comentou com o marido o quanto aquela roupa estava encardida. E a cena se repetiu por mais algumas vezes chegando até, a esposa comentar que iria qualquer hora ensinar a vizinha alvejar suas roupas.
Um belo dia, naquele costumeiro momento do seu café, na copa, a esposa olha pela janela e deparou-se com lençóis branquinhos e exclamou:
-Veja querido, finalmente nossa vizinha aprendeu a lavar roupas, veja como estão clarinhas…
E o marido responde:
-Querida, é porque hoje acordei mais cedo e lavei todas as nossas vidraças!
Bem, assim podemos, então fazer uma analogia com o encardido da vidraça e nossos preconceitos que, as vezes, não permitem que enxerguemos, com clareza, certas situações.
Sempre falo aos meus alunos, futuros entrevistadores, sobre o perigo de não ter sempre limpas as janelas da avaliação, para que os ruídos de preconceitos diversos não atrapalhem no momento da seleção e da entrevista de emprego.
Preconceitos podem ser transformados em grandiosos ruídos do processo seletivo., que são eles inúmeros, tais como: preconceitos, tabus, inveja, inseguranças, sentimento de inferioridade ou de superioridade, hostilidade, desejo de dominação, rivalidade, etc.
Quem tem que brilhar, neste momento, é a capacidade do candidato que está a sua frente e não a imagem distorcida que você faz dele recheada desses ruídos.
Deve-se tomar cuidado para que preconceitos não se integrem à mensagem e criem em nós o hábito da distorção.
Depois volto para falar mais de alguns ruídos… e contar mais historinhas..
Abraços e fiquem bem…
Prof. Rita Alonso
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